Mula Sem Cabeça

 

A história desta personagem, originalmente, veio da Europa para a América do Sul com os colonizadores portugueses e espanhóis, sempre seguindo a mesma linha de criação católica (e também a mais difundida), onde a Mula Sem Cabeça nada mais seria do que uma mulher amaldiçoada, que manteve relações com um homem de batina. Há também relatos de que seria uma mulher que apenas cometeu adultério e por este motivo foi amaldiçoada a cavalgar desordenadamente a noite, atacando qualquer ser vivo pelo caminho e sem justificativa nas madrugadas de quinta-feira. 

O que sabemos é que ela sofre, pois enquanto cavalga espalhando suas labaredas solta um alto relincho numa lamúria constante, como se não estivesse no controle de si e sofrendo com suas próprias ações. Há quem diga que apenas alguém corajoso e forte pode quebrar sua maldição, retirando o freio de boca que possui, mesmo sem cabeça, em meio às suas chamas. Ou então ferí-la com uma lança, desfazendo assim o encantamento imposto a ela.

Considerações: Novamente temos uma lenda gerada com um propósito semelhante a realidades muito comuns no passado e, de repente, até mesmo atuais. A Mula era e é um exemplo de castigo divino, que pune aquelas que vão contra os ideais cristãos e é uma forma de tentar assustar e impedir heresias dentro das paredes da igreja. Apesar disto, apenas a mulher é sentenciada e sofre a penitência, como se somente ela tivesse praticado tal ato libidinoso. Seria justo a mula dar uns coices por aí, não?

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