Matinta Pereira


A nossa personagem é vista como uma bruxa que amedrontava pessoas no norte do país e extorquia os moradores de sua cidade a noite, onde, ao se transformar em uma coruja e soltar um assobio forte e estridente, incomodava a todos na madrugada, perturbando o sono e aqueles que já a conheciam, para se livrar logo dela, falavam: passe amanhã para buscar sua prenda. Após isto dito Matinta ia embora voltando no dia seguinte em forma de uma velha senhora para buscar o prometido. Aqueles que não cumprissem com a palavra eram amaldiçoados e teriam azar pelo resto da vida.
Há quem diga que a velha senhora foi amaldiçoada e deverá carregar a maldição consigo até o fim, e outros dizem que ela é uma feiticeira que anda com uma coruja Rasga-Mortalha na ponta de seu cajado e gosta de importunar as pessoas. 


Alguns corajosos tentam capturá-la, utilizando de objetos domésticos comuns a fim de se livrar de seu azar, como chaves, tesouras e até vassouras na tentativa de prendê-la. Dizem que se fincar uma tesoura no chão e jogar um rosário por cima, quando Matinta Pereira passar, ficará aprisionada. Há quem diga que sua maldição se perpetua pois é passada de mão em mão, onde ela a oferece sem muitas explicações. Quando sente que está chegando ao fim de sua vida ela sai espalhando ao vento "Quem quer?", "Quem quer?" e aquele desavisado ou interessado que responder que quer passa a ser a nova Matinta Pereira, dando início há um novo ciclo da nossa personagem eterna.


Considerações: O misticismo por trás desta personagem é surpreendente, pois mesmo sem ter a certeza de que o mal agouro virá, o medo faz com que as pessoas paguem por sua passagem e as deixem em paz, sem importunação ou o infortúnio de ser azarado pela misteriosa Matinta Pereira.

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